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domingo, 14 de outubro de 2007

A Família Távora

Muitas pessoas não fazem ideia de quem foram os Távora, por isso, e antes de desenvolver a história do seu processo, gostaria de expor algumas informações sobre esta nobre família da nossa pátria.

Segundo pesquisas que realizei, o nome Távora como apelido surgiu com Lourenço Pires de Távora (n. 1320), filho de Pedro Ramirez (castelhano) que foi o 6º senhor de Távora. Quando o seu filho nasceu, deixou de existir a designação "Señor de Távora" (título castelhano) e "Távora" passou a ser apelido. Já o filho homónimo de Lourenço Pires de Távora, esse sim, tinha o título "Senhor de Távora" mas desta feita, já um título português. Deste o século XIV (século em que surgiu a família Távora) e até à data da morte de todos eles, na fatídica data de 13.01.1759 às mãos dos seus carrascos em Santa Maria de Belém (Lisboa), que a família acumulou títulos e morgados. É curioso referir que os marqueses de Távora descendem de Lourenço Pires de Távora sempre pelos filhos varões.

A família Távora tornou-se tão poderosa que se "misturou" com a mais profunda aristocracia portuguesa, sendo alguns Távoras (nomeadamente, todos os marqueses) descendentes de D. Afonso Henriques. A mistura das famílias deu-se pelo casamento entre Álvaro Pires de Tavora, 2º senhor de Mogadouro e D. Inês da Guerra. Desde esse casamento e até ao casamento de Luis Bernardo de Tavora, 4º marquês de Tavora (o último marquês) que todos os matrimónios dos filhos varões dos Távora foram realizados com descendentes de D. Afonso Henriques.

Ao longo dos séculos a família foi juntando património, poder e influência, chegando ao século XVIII como uma das mais poderosas e ricas famílias nobres portuguesas (o que despontou alguns ódios). A família Távora, à data da morte do 4º marquês tinha a si associados o Condado de S. João da Panasqueira e o Marquesado de Távora, para além das relações com os Condes de Alvor, com os Condes da Atouguia e tantas outras famílias nobres.

É esta história de aristocracia e poder que levou a que os Távoras despontassem tantos ódios e, principalmente, tantos inimigos.